terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

SÉRIE - HERÓIS DO TRI


Grande Comandante do TRI: Muricy Ramalho


Um técnico de ponta no futebol do Rio de Janeiro? Sim, é verdade. Depois de muito tempo vendo os melhores treinadores do Brasil ganharem títulos por times de São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas Gerais, enfim, a cidade maravilhosa parece ter voltado a ser um mercado atrativo para os managers da pelota. Quando trouxe Muricy Ramalho, em abril deste ano, o Fluminense sabia que estava contratando a última pecinha da engrenagem que faltava para transformar em títulos os largos investimentos feitos nos últimos anos pela Unimed. E, graças a Deus, a conquista veio em grande estilo e no mesmo ano: Muricy levou para casa no começo do mês seu quarto troféu de campeão nacional em cinco anos e tirou o Fluzão de uma fila de 26 anos.
A consagração deste treinador, porém precisou de uma década de pergrinação para acontecer de fato. Criado como assistente de Telê Santana, durante vários anos comandou o tricolor paulista apenas na ausência do mestre. Ou então na Copa Conmebol de 1994, quando, treinando os reservas da equipe, faturou seu primeiro título. Com a saída de Telê, foi efetivado, mas durou pouco tempo. Começou, então, seu estágio probatório em vários times de menor expressão, como Guarani, Ituano, Botafogo de Ribeirão Preto, Santa Cruz e Shanghai Shenhua, da China. Em seguida, pelo Náutico, conquistou um campeonato pernambucano que não foi qualquer coisa – o título que impediu o hexa do rival Sport rendeu a Muricy muitas honrarias junto à torcida e diretoria do Timbu.
Depois, livrou o Figueirense de rebaixamento à Série B, ganhou um gauchão com o Inter e o paulistão com o São Caetano (o único título da história do clube). Retornou ao Colorado para a campanha do polêmico vicecampeonato brasileiro de 2005 (abraço pro Márcio Rezende de Freitas), antes de desembarcar de novo no São Paulo. O resto todo mundo já sabe: três campeonatos brasileiros (é bem verdade que perdeu quatro libertadores nesse tempo) e uma consagração definitiva na história do clube do Morumbi. Depois de uma conturbada e rápida passagem pelo Palmeiras no fim do ano passado, Muricy chegou às Laranjeiras.
Não demorou muito e, com o estilo de jogo que parece ser a cara dos “timinhos” históricos do Flu, levou o time à liderança do Brasileirão. Mais do que isso: bateu recorde de pontuação num turno e de distância pro terceiro colocado, ao ponto de muita gente já se perguntar não “se” o tricolor seria campeão, mas “quando”. Foi então que, após a decepcionante campanha da Seleção Brasileira em gramados Sul-Africanos, Muricy aceitou o convite para ser treinador do escrete canarinho. O Fluminense, talvez com raiva por não ter sido sequer consultado pelo asqueroso Ricardo Teixeira, não deixou barato e disse que não liberava o treinador de seu contrato. Resignado, Muricy manteve seus princípios éticos de cumprir os contratos em vigência, e viu passar a chance de treinar o Brasil. Ao contrário do que muitos pregam, porém, ele jamais “preferiu ficar no Fluminense do que treinar a Seleção”. Foi simplesmente uma manutenção do contrato em vigência. Exemplo de caráter é isso. Ponto.

Depois que a poeira baixou, Muricy ainda teve que se virar para encaixar o brasileiro naturalizado português Deco no time que vinha jogando direitinho. Do esquema 3-5-2, passou para o 4-4-2 e o rendimento da equipe caiu consideravelmente. (NR: talvez fosse cair de toda forma, pois não acredito que o time manteria aquele aproveitamento espetacular, mesmo sem o Deco). E aí Muricy tentou de todo jeito armar a equipe com dois, três, às vezes quatro homens muito mais afeitos à marcação do que à distribuição de jogo. Mesmo vendo seu roll de atacantes sucumbir tecnica e fisicamente (Washington, Emerson, Fred e Rodriguinho), Muricy, teimoso como uma mula, não cedeu aos apelos para aproveitar o jovem Wellington Silva, vendido para o Arsenal, mas ainda ligado ao grupo do Flu, nem promoveu algum atleta da base. Também relutou em dar chance a Tartá, reintegrado ao grupo. Em alguns casos, escalou o time com apenas um homem de frente e nenhum atacante nem mesmo no banco. Para mim, esses foram os piores erros de sua gestão. Sorte que a estrela cada vez mais solitária de Conca brilhou forte nesse momento do Brasileirão.
Mas saber mudar de ideia é uma virtude inestimada no futebol. E, graças a Deus, Muricy soube fazer, ainda que tardiamente, alguns ajustes fundamentais no onze tricolor: Tartá passou a ser aproveitado, Júlio Cesar e Andre Luis foram perdendo espaço e Ricardo Berna passou a segurança que faltava ao gol tricolor.
Mais do que isso tudo, Muricy devolveu ao Flu uma posição de competitvidade e respeito no cenário nacional, atributos que ficaram um tanto quanto arranhados na década de 1990. E começou a transformar em título os investimentos ousados da patrocinadora. Melhor pra nós, melhor pra eles, melhor para o Flu. Bom para todo mundo. Que a boa fase continue em 2011 e, mais do que isso, que Muricy ganhe a Libertadores pelo Fluzão e exorcize, assim, o maior demônio de sua carreira e também da história recente do clube tantas vezes campeão.

Fonte: Com Bola e Tudo

Heróis do TRI: Ricardo Berna


Se teve uma posição em que o campeão brasileiro de 2010 penou pra encontrar um dono ideal, essa foi a de guarda-metas. Com um Fernando Henrique ainda vivendo dos louros da fantástica Libertadores de 2008 (seu grande momento no futebol, realmente catou tudo e mais um pouco… e parou por aí… ) e um Rafael “paradão”, a torcida amargou maus momentos no Brasileirão. Até que Muricy, em uma rara dose de ousadia, resolveu dar uma nova chance a Ricardo Berna – que ultimamente só dava o ar da graça como personagem de matérias sobre seu desempenho como estudante universitário. Foi há bem pouco tempo, no clássico contra o Botafogo (30ª rodada), no returno, que Berna voltou a ser o número 1 tricolor.
O empate sem gols contra um time que jogou melhor que a gente nos dois confrontos – e foi o único carioca que não derrotamos no Brasileirão – deu a certeza que as coisas ali atrás ficariam melhores nos jogos seguintes. No domingo seguinte, um novo empate, dessa vez por 2 x 2, contra o Atlético-PR, na Baixada. Berna não teve culpa nos gols. Vieram então dois confrontos dificílimos contra times gaúchos. Primeiro, uma suada vitória sobre o Grêmio – o melhor time do returno -, por 2 x 0, no Maracanã, quando não estávamos jogando bem e Conca decidiu sozinho. Berna segurou lá atrás. E segurou mais ainda no domingo seguinte, quando o 0 x 0 contra o Internacional, no Beira-Rio, teve 150% de responsabilidade de nosso novo titular. Nas rodadas seguintes, vitória sobre o Vasco (1 x 0) e novamente segurança nas defesas. Contra o Goiás, a culpa do gol foi 200% do Carlinhos. E contra São Paulo e Palmeiras, apesar dos gols sofridos nas vitórias por 4 x 1 e 2 x 1, tudo tranquilo também. Assim como no jogo final, contra o Guarani, em que Berna não foi acionado nenhuma vez.


Ricardo Berna é um camarada daqueles que “não desistem nunca”. A condição de reserva, para o goleiro, é muito complicada. Diferentemente de qualquer outra posição do elenco, o arqueiro suplente só tem chance se o titular está mal fisica ou tecnicamente. Ou se tem de cumprir suspensão. Em condições normais, nenhum treinador coloca o goleiro reserva como maneira de mudar a tática partida, segurar o jogo ou dar descanso pro titular. Mas Berna ficou lá, treinando a vera (e estudando), aguardando sua chance que parecia cada vez mais distante para quem ocupava o terceiro posto na hierarquia dos goleiros tricolores. E ela veio, antes tarde do que nunca.
Nascido em junho de 1979, Ricardo Berna tem 31 anos e começou a carreira no futebol japonês, em 1998 (Vegalta Sendai). Depois, pingou por União São João, Portuguesa, Guarani e América-MG, de onde foi contratado pelo Fluminense em 2005. Apesar de seus seis anos de clube, sempre amargou o banco de Fernando Henrique e de Rafael. Até hoje, foram apenas 47 partidas como titular do Fluzão (53 gols sofridos). Parece pouco – e é sabido que, para a Libertadores 2011, o Fluminense correrá atrás de um goleiro mais experiente -, mas certamente o torcedor tricolor não se esquecerá de Berna (que tem sobrenome de gente com muito talento), que gravou seu nome na história do clube, ao lado de Paulo Victor e Félix, como campeão brasileiro.
Fonte: Com Bola e Tudo

Heróis do TRI: Mariano


Mariano é um dos vários jogadores do Fluminense campeões brasileiros em 2010 que também esteve no calvário de 2009, quando por muito pouco não fomos parar na segundona do Brasileirão novamente. Nascido em 23 de junho de 1986 – dois dias depois de Zico perder o pênalti que o tricolor Branco sofrera contra a França, nas quartas-de-final da Copa do México –, Mariano, 24, já foi do inferno ao céu em sua curta carreira futebolística.
Começou no Guarani de Campinas, onde ficou até 2006, quando deu início a uma peregrinação pelas minas gerais. Depois de passar por Ipatinga e Cruzeiro, Mariano chegou ao Galo, onde, em 2008, disputou o Campeonato Brasileiro. Pelo menos até meados de outubro. Foi quando, em período de concentração para uma partida em São Paulo, Mariano (ao lado de Lenilson e Calisto) foi flagrado na balada paulistana. Bye bye, Galo!!!
Foi nesse contexto que Mariano Ferreira Filho chegou ao Fluzão, no começo de 2009. Seu primeiro ano no tricolor das Laranjeiras foi um inferno. Mesmo tendo tido todas as chances do mundo com os vários técnicos que passaram por ali (Parreira, Renato Gaúcho e Cuca), ele foi caindo em desgraça profunda, à medida que o time se afundava na zona de rebaixamento. A torcida não agüentava mais vê-lo com a camisa tricolor – este que vos fala, inclusive.
Mas aí, por alguma dessas razões que a própria razão desconhece, de uma hora pra outra, Mariano engatou uma sequência de partidas memoráveis. E, ao lado de Fred, Conca, Gum e cia, criou o que já está eternizado com o “time de guerreiros”, o onze tricolor que contrariou todos os prognósticos e conseguiu escapar de uma queda quase inevitável à segunda divisão.


Acabou 2009 e Mariano seguiu em alta mesmo com o fiasco do time no estadual e a conseqüente demissão do Seu Cuca. Com Muricy, que não é bobo nem nada, Mariano ganhou cada vez mais liberdade para avançar e teve um fantástico primeiro turno de Campeonato Brasileiro, tanto antes como depois da Copa do Mundo. Veio aquele início de returno insosso pro time e ele caiu de rendimento. Ou, pelo menos, não atuou mais de forma brilhante. Ainda assim, garantiu sua primeira convocação para a Seleção Brasileira de Mano Menezes.
Mariano marcou três gols nas 34 partidas que disputou no Brasileirão 2010. Em todas elas, nós vencemos: 2 x 1 no Grêmio, no Olímpico, 3 x 0 no Internacional (Maracanã) e 3 x 1 no Ceará (Engenhão). Para coroar o ano da volta por cima, Mariano ganhou o troféu Bola de Prata da Revista Placar como o melhor lateral-direito do Brasileirão. Também levou a mesma honraria na premiação concedida pela CBF.
Com um 2011 bastante movimentado pela frente (Libertadores, Copa América), Mariano é um dos trunfos do Fluzão de Muricy Ramalho para tentar o inédito título mais importante do continente.

Fonte: Com Bola e Tudo 

Heróis do TRI: Gum


Contratado pelo Fluminense em 21 de agosto de 2009 junto à Ponte Preta, Gum ocupou rapidamente seu espaço no tricolor carioca. Chegou para ser titular e, se eventualmente irrita alguns torcedores (a minoria), é hoje incontestável no onze do tricampeão brasileiro.
Nascido em janeiro de 1986 (completa 25 anos mês que vem), Wellington Pereira Rodrigues começou a carreira no Marília. Passou sem brilho pelo Internacional de Porto Alegre, mas ganhou destaque mesmo na Ponte Preta. No começo do ano passado, em partida contra o Corinthians, ainda pelo time campineiro, anulou um Ronaldo em excelente fase no Timão. As boas atuações na Macaca pela Série B chamaram a atenção do Flu, que passou a contar com o bom futebol de Gum no histórico returno do Brasileirão 2009. O zagueirão tricolor também é pródigo em meter seus golzinhos, a maioria de cabeça. Foi ele quem marcou aos 47 minutos do segundo tempo, contra o Cerro Porteño, do Paraguai, na segunda semifinal da Copa Sul-Americana de 2009. Este gol, aliás, o fez cair nas graças da nação tricolor, pois o xerife tricolor estava jogando com a cabeça enfaixada, devido a uma lesão sofrida durante a partida. Gum também deixou sua marca na decisão, contra a LDU (3 x 0 para nós, insuficientes pra reverter os 1 x 5 sofridos uma semana antes).


Cuca costumava escalar Gum ao lado do garoto Digão, que sofreu fratura e perdeu espaço na zaga tricolor. Com a chegada de Leandro Euzébio, a defesa tricolor encerrou o Brasileirão 2010 como a melhor do campeonato, com 36 gols sofridos em 38 partidas. Gum esteve em campo em 34 jogos. E balançou as redes adversárias em quatro oportunidades: duas vezes contra o Galo (uma nos 3 x 1 que a gente meteu neles no Mineirão, no primeiro turno e outra nos sonoros 5 x 1 aplicados no Engenhão, no returno); uma no empate contra o Vasco por 2 x 2 no Maracanã e outro agora no fim do campeonato, nos 4 x 1 contra o São Paulo, em Barueri. (PS: Nesse jogo, vale dizer, Gum também meteu um golzinho contra).
Mesmo em nossos piores momentos, como na derrota por 3 x 0 para o Santos no Engenhão, Gum sobreviveu a uma fase turbulenta que recaiu sobre o tricolíder. Com personalidade, nosso zagueiro titular absoluto também jogou muito nas partidas finais do certame, segurando o ímpeto vascaíno na nossa magra vitória por 1 x 0 e nos 0 x 0 contra o Inter, no Beira-Rio. Para 2011, chegue quem chegar, uma certeza nós temos: Gum estará em campo, xerifando a defesa tricolor na Libertadores.

Fonte: Com Bola e Tudo

Heróis do TRI: Leandro Euzébio


Leandro Euzébio é o típico zagueiro do estilo ame-o ou deixe-o. Muricy Ramalho, por exemplo, adora o camarada. Já chegou a dizer que Euzébio é o melhor beque do Brasil, que irá pra Seleção Brasileira e tal. Em alguns momentos, eu entendi perfeitamente o Muriçoca: Leandro é um beque que salta bem e marca com muita vontade. No Brasileirão, ele roubou a bola dos adversários nada menos do que 597 vezes, o que dá uma média de mais de 17 desarmes por partida. Pra complementar, faz gols – e não são poucos -, a maioria de cabeça. Teria tudo para ser um novo Ricardo Gomes na zaga tricampeã brasileira.
Mas Leandro da Fonseca Euzébio, 29 anos completados em agosto último, também apronta das suas. Quando inventa de sair jogando com o pé, até que não erra muitos passes. Mas quando o fez, foi “decisivo” e acabou entregando o ouro para o inimigo algumas vezes nesta suada jornada tricolor rumo ao título nacional. No saldo, porém, Leandro Euzébio acabou conquistando a torcida e formou, com Gum, a melhor defesa do certame (36 gols sofridos). Suas incursões ao ataque renderam ao Fluzão, nas 35 vezes que esteve em campo, cinco importantes gols em nossa campanha: contra o Avaí, nos 3 x 0 do primeiro turno, na Ressacada; na vitória simples sobre o vicecampeão Cruzeiro, no Maracanã (no vídeo abaixo) no suado empate com o São Paulo no Maracanã por 2 x 2; no empate em 3 x 3 com o Flamengo no returno; e na goleada por 5 x 1 sobre o Galo, no Engenhão.

Fluminense de Cabo Frio, Leandro Euzébio – pouca gente sabe – começou a carreira nas Laranjeiras, com tardios 20 anos. Depois vagou por equipes de quinta categoria do futebol carioca, como Bonsucesso, Rio das Ostras e Cabofriense, com uma passagem apagada pelo América-MG em 2004. Seu primeiro clube grande foi o Cruzeiro, em 2005, mas depois de apenas 11 jogos acabou sendo emprestado seguidas vezes para Náutico, Goiás e Omiya Ardija, do Japão. Chegou às Laranjeiras somente no começo de 2010. E pode já estar de saída: o Ardija já fez uma proposta milionária para ter de volta Leandro Euzébio na próxima temporada. Aos 29 anos, ele terá de decidir entre a independência financeira (esquecendo-se da carreira) e a possibilidade de se consagrar profissionalmente no Fluminense.


Para quem já teve Thiago Silva, outro especialista em marcar de cabeça, Leandro Euzébio ainda tem um longo caminho a percorrer antes de se tornar um zagueiro-zagueiro. Implicância à parte, eu espero que essa jornada “siga sendo” no Fluzão.

Fonte: Com Bola e Tudo


Heróis do TRI: Carlinhos


O torcedor comum que assistir aos melhores momentos do Fluminense no Brasileirão num DVD certamente vai achar que Carlinhos era um dos grandes destaques do time. Vai ver os dois golaços do lateral-esquerdo tricampeão na goleada por 5 x 1 contra o Atlético-MG. Vai ver o gol decisivo marcado na virada sobre o Palmeiras na penúltima rodada. E vai ver e rever, sobretudo, o lance de garra e inteligência em que Carlinhos cruzou para o Sheik Emerson marcar o gol do título contra o Guarani, na última rodada.
Mas esta primeira visão, digamos, de impacto, do nobre baiano Carlos Andrade de Souza, 23, esconde um jogador que, apesar de novo, já tem muita rodagem e ainda luta por um lugar ao sol no futebol brasileiro. O tricolor mais atento certamente se recordará do passe bizarro de Carlinhos na partida contra o Goiás, que nos custou a liderança do Brasileirão a quatro rodadas do fim. E certamente terá muita coisa a reclamar de sua atuação na acachapante derrota sofrida para o Santos no Maracanã (0 x 3) e mesmo no empate por 0 x 0 contra o Botafogo. A inconstância ainda é o grande desafio a ser superado por nosso querido lateral-esquerdo.


Carlinhos, pouca gente sabe, já foi até convocado para a Seleção Brasileira – Dunga o chamou para um amistoso contra a Suíça, na Basiléia, em 2006, quando jogava no Santos. Passou boa parte da carreira amargando a reserva de Kléber. Quando Luxerley deu o ar da graça na Vila Belmiro, em 2008, chegou a afastar Carlinhos, recomendado que o jovem “deixasse a vaidade de lado”. De vaidade Lux entende.
Carlinhos foi emprestado para Cruzeiro e Mirassol, sem nenhum sucesso, até que foi negociado com o Santo André, equipe-sensação do Paulistão em 2010 e que por pouco não tirou o troféu estadual do Santástico. O lateral-esquerdo desembarcou nas Laranjeiras no iniício do Brasileiro. Veio para disputar posição com a então revelação Julio Cesar (ex-Goiás) e acabou levando a melhor, entre contusões, suspensões e atuações pouco convincentes do ex-esmeraldino. Presente em 27 das 38 partidas do Fluminense, Carlinhos termina o ano em alta. Mas sabe que sua consagração com a camisa tricolor ainda depende de uma temporada mais estável no clube.

Fonte: Com Bola e Tudo


Heróis do TRI: Diogo


Diante de um quadro de contusões que se abateu sobre titulares e reservas do Fluminense nunca antes visto na história desse país, Diogo foi mais um tricampeão a passar boa parte do campeonato no estaleiro. Para piorar, o voluntarioso volante (sem trocadilho) tricolor sofreu duas lesões mais graves ao longo da competição. Ainda assim, esteve em campo em 25 oportunidades e, pode-se dizer, em condições normais, é titular de sua posição.
O garoto de 24 anos, nascido em Arapongas em outubro de 1986, não chegou hoje ao Flu. Pelo contrário, já tem um ano e meio de casa – o que, em termos de Brasil, é quase uma eternidade. Diogo Antunes de Oliveira desembarcou às Laranjeiras de forma discreta, vindo de uma passagem não muito feliz pelo Grêmio no primeiro semestre do ano passado. Antes do Olímpico, foram três anos de Figueirense (campeão catarinense de 2008, veja você!!!) e Londrina, onde começou a carreira em 2005. Em sua apresentação ao Fluminense, se colocou à disposição, inclusive, para atuar na lateral-direita e destacou o sonho de ser treinado pelo tetracampeão Carlos Alberto Parreira, então comandante do Flu. Mas não foi com Parreira, nem com Renato Gaúcho, muito menos com Cuca que ele viu um lugar ao sol nas Laranjeiras.


Foi somente com a chegada de Muricy Ramalho, que, dentre outras qualidades, tem um carinho todo especial por jogadores combativos e marcadores, que Diogo teve, enfim, a chance de se firmar entre os titulares. Ele ganhou a posição na segunda partida do Brasileirão, na vitória sobre o Atlético-GO por 1 x 0, no Maracanã. E só foi sair do time na penúltima rodada do primeiro turno, no fatídico empate por 1 x 1 contra o Palmeiras, por conta de um estiramento de grau dois virilha. Ao contrário de Fred e Emerson, que, depois de machucados, praticamente não mais jogaram, Diogo ficou de fora do tricolor por apenas seis rodadas. Retornou no eletrizante empate por 3 x 3 com o Flamengo, na 25ª rodada. E, claro, voltou logo como titular. A sorte, porém, não colaborou muito e ele acabou se machucando de novo, desta vez na 31ª rodada, contra o Atlético-PR (empate por 2 x 2, em Curitiba) e não jogou mais no Brasileirão.
Mas Diogo fez ótimas partidas e, ao contrário de outros camaradas da mesma posição, tem a vantagem de errar poucos passes. Em média, a cada partida no Brasileirão, ele “assiste algum colega seu de forma correta” 18,4 vezes. E erra menos de quatro. Não marcou gol nenhuma vez no Campeonato Brasileiro e acabou perdendo um pouco de espaço para o colombiano Valencia, reserva para todas as ocasiões e que entrou bem na reta final do certame. Por toda a sua participação na campanha, contudo, Diogo é – mais até do que muitos outros – um dos célebres campeões do time de guerreiros. E, se Deus quiser, estará conosco em várias batalhas na Libertadores 2011.

Fonte: Com Bola e Tudo


Heróis do TRI: Diguinho


guerreiro Diguinho é um dos quatro volantes mais usados por Muricy na campanha do tricampeonato brasileiro (nenhum teve mais de 20 e poucas partidas dentre as 38 do time no certame). O “revezamento” forçado na posição se deu por conta das inúmeras lesões e contusões que tanto atormentaram o Flu em 2010. Bastante identificado com o Botafogo, pelos quatro anos que passou em Marcechal Severiano, Rodrigo Oliveira de Bittencourt chegou ao Flu no começo do ano passado. E logo foi para o estaleiro, veja só, por conta de uma tuberculose (confesso que nem sabia que essa doença ainda existia no século XXI…). Demorou para se firmar no time e ainda ganhou a implicância da torcida, que seguidas vezes o flagrou na night carioca.


O início de 2010 foi patético para o Flu – não se classificou para nenhuma decisão de turno no estadual -, mas Diguinho seguia cumprindo bem sua vocação de volante aguerrido, marcador, ainda que vez ou outra desse uma exagerada na dose. Na era Muricy, seguiu como o pulmão do meio-de-campo tricolor. Pelo menos até a 15ª rodada, quando, no empate contra o Vasco por 2 x 2, sofreu uma torção no tornozelo esquerdo que o afastou por 14 rodadas. Voltou apenas na 30ª, justamente no clássico contra seu ex-time, o Botafogo (0 x 0). Chegou a ir para o banco de reservas no fatídico jogo contra o Goiás, no Engenhão (1 x 1), mas entrou no lugar de Deco durante a partida e reconquistou a titularidade até o fim do campeonato. (NR: Não sem antes, vale lembrar, aparecer num treinamento com a mão enfaixada por conta de briga na festa de aniversário do goleiro Fernando Henrique (outro mala)).


Bem, o fato é que, entre idas e vidas, Diguinho fez 21 jogos (pouco mais da metade do time) no Brasileirão 2010. Não marcou nenhum gol no certame, mas melhorou muito em um dos fundamentos que sempre foi seu Calcanhar de Aquiles: o passe. No Brasileirão, ele teve média de 88% de aproveitamento nas assistências.
Depois de dois anos de Laranjeiras, finalmente, o “garoto” de 27 anos que começou no Cruzeiro (e passou pela Ulbra-RS e Mogi-Mirim antes de chegar ao Botafogo) começa a superar a desconfiança da torcida e criar uma identiicação com a nação tricolor. Ainda parece ter muita lenha pra queimar nas Laranjeiras e a concorrência de Diogo, Fernando Bob, Valencia e o recém contratado Edinho, podem ser decisivas para saber qual Diguinho vencerá em 2011: o baladeiro ou o guerreiro.


Fonte: Com Bola e Tudo


Heróis do TRI: Marquinho


Espécie de mascote e amuleto da sorte do Fluminense, o “esforçado” Marquinho parece ser daqueles jogadores com um certo complexo de inferioridade: mesmo quando tudo conspira a favor, alguma coisa dá errado. Falta “o algo mais” para ele deslanchar. Falta o talento nato, o diferencial. Sim, pode faltar a Marquinho tudo isso. Mas não faltam disposição, raça, preparo físico e muita vontade de ajudar o time.
Operário-padrão, fez as vezes de guerreiro em alguns jogos dificílimos, como contra o Atlético-PR, na Arena da Baixada (entrou no segundo tempo e empatou para nós, com um petardo certeiro de fora da área), Marquinho joga em uma das posições mais carentes do elenco tricolor: a de meia avançado. Ou ponta de lança ou meia-atacante. Ou o 1 do Zagallo.
Foi de Marquinho também o primeiro tento tricolor no Brasileirão, contra o Atlético-GO, no Maracanã. Ele ainda balançou as redes outras vezes: nos 3 x 0 sobre o Goiás no Serra Dourada e na goleada por 5 x 1 em cima do Atlético-MG no Engenhão.
Com 30 jogos disputados na competição, este gaúcho de Passo Fundo é um dos mais assíduos da heróica jornada tricolor rumo ao título e poderia até ser visto pelo observador mais desatento como um dos queridinhos de Muricy. A resposta para este questionamento é “sim” e “não”. “Sim”, porque Marco Antônio de Mattos Filho sempre está em campo: até a 14ª rodada do Brasileirão, dividia com Conca a honra de ter atuado em todos os jogos do Flu. E “não” porque, na prática, ele nunca se firmou como titular. É uma espécie de décimo-segundo jogador do time. Sua contribuição na conquista do sonhado caneco terminou um pouco depois da 34ª rodada, na vitória sobre o Vasco, no Engenhão. Em um lance de azar com o companheiro Leandro Euzébio, Marquinhos quebrou o braço. Fim da linha pra ele no Brasileirão.

Para nós, a saída de Marquinho não foi apenas a perda de um simples reserva. Apesar de não ter nunca apresentado com a camisa do tricolor um futebol que lhe assegurasse a condição de titular incontestável, ele vinha dando conta do recado – ainda mais com seu parceiro Conca jogando o que jogou em 2010. Para piorar, o recém-contratado Deco ainda não “encaixou” no time do Muricy. E Marquinho vinha sendo a nossa alternativa para evitar uma superlotação de volantes (predileção quase vocacional de nosso querido treinador). Ou para quando o portuga abrisse o bico ou se machucasse (fatos bastante corriqueiros desde sua volta ao Brasil). Quem estava lá pra segurar o rabo de foguete? Ele, sempre Marquinho.


Hoje com 24 anos, o meia tricolor começou a carreira no Palmeiras em 2006. Não teve chances nem lá nem no Botafogo, seu clube seguinte, em 2007. Foi aparecer para o futebol em 2008, atuando pelo Figueirense. No ano passado, chegou ao Flu. E, apesar de nunca ter se firmado, nem com Parreira, nem com Renato Gaúcho ou Cuca, já tem mais de 100 partidas com o manto sagrado tricolor. E um título brasileiro no currículo.

Fonte: Com Bola e Tudo


O GRANDE HERÓI DO TRI: DARIO CONCA


Concordo com o que eu li em vários sites, blogs e jornais por aí: “nunca foi tão fácil escolher o craque do Brasileirão”. De fato, mesmo faltando umas cinco rodadas para o final da competição que nos consagrou tricampeões, não havia dúvida alguma: ganhando ou não o título, Conca seria eleito o craque do torneio. Único jogador de linha a estar presente em todas as 38 partidas de sua equipe, o meia argentino, em sua terceira temporada no Flu, deu um senhor passo adiante em sua carreira. Deixou de ser um “meia habilidoso” para escrever seu nome no roll dos craques, dos jogadores diferenciados.
O reconhecimento um tanto quanto tardio, porém, pode estar apenas começando para este argentino de 27 anos nascido em General Pacheco. A convocação para a Seleção Argentina, antes motivo de piada e chacota entre cronistas esportivos argentinos e brasileiros (NR: um deles até comparou, em tom de deboche, um eventual chamado por Conca a uma convocação de Iarlei nos tempos de Boca Juniors), já não parece algo impossível. Premiado com a Bola de Ouro da Placar e com o troféu de melhor jogador pela CBF, Dario Leonardo Conca também esbanja simpatia fora dos gramados. Tanto que foi eleito, pelo Globoesporte.com e pelo segundo ano consecutivo, como o craque da galera.
Conca é o contra-exemplo do estereótipo – um tanto quanto preconceituoso – que temos dos argentinos: joga com leveza, quase não comete faltas e raramente toma cartão amarelo. Foram apenas dois em todo o Brasileirão. Em meio ao mar de contundidos, náufragos e degregados que assolou o Fluminense, Conca foi o fio de esperança que se manteve intacto da primeira à última rodada.

Conca mostrou-se, no Brasileirão 2010, um jogador completo. Excelente passador, prestou 59 assistências em todo o torneio. Destas, nada menos que 19 resultaram em gols do Fluzão. Sua visão de jogo é assombrosa: o argentino encontra espaços onde eles não existem, facilita a vida dos atacantes (porra, Washington!!!) e compensa com talento seu biotipo franzino. Para coroar ainda mais seu ano espetacular, Conca foi o artilheiro do mais novo tricampeão brasileiro, com nove gols (Washington fez 10, mas dois destes foram pelo São Paulo). Mais do que isso: decidiu partidas sozinho, como contra o Avaí (1 x 0, quem não se lembra daquele sufoco?) e Grêmio, no returno (2 x 0, dois dele – veja no video acima). E balançou as redes em momentos cruciais na reta final. A saber: 1 x 1 contra o Goiás; 4 x 1 no São Paulo (duas vezes); no empate com o Furacão (2 x 2), na Baixada; e no triunfo sobre o Vitória (2 x 1) no Barradão. Antes, também deixara sua marca na vitória sobre o Menguinho, no turno, por 2 x 1 (abrazo pro Bruno Souza).
Avesso às entrevistas, o tímido Conca começou a carreira no River Plate, onde fez apenas cinco partidas. Depois de uma boa passagem pelo Universidad Catolica, do Chile, em 2004 e 2006 e alguns meses no Rosario Central, desembarcou no Vasco da Gama, em 2007, emprestado pelo River por um ano. Treinado por Celso Roth, amargou a reserva por várias partidas, até que entrou de vez no time depois que Morais se contundiu. No começo de 2008, o Fluminense aproveitou o fim do empréstimo ao rival para trazer o argentino às Laranjeiras, para desgosto de seu empresário – “ele não vai ficar em nenhuma equipe do Brasil”, dissera o engravatado durante as negociações.

Em 2008, foi um dos grandes destaques do time treinado por Renato Gaúcho na Libertadores, ao lado de Thiago Neves. Mesmo com a derrota nos pênaltis para a LDU, no Maracanã, Conca seguiu em alta com a torcida e com todos os técnicos que passaram pelas Laranjeiras nos anos seguintes (Cuca, Parreira, o próprio R. Gaúcho, Renê Simões).

Foi personagem ativo na espetacular reação que salvou o time do rebaixamento no ano passado. Em 2010, Muricy Ramalho, que nunca escondeu seu fascínio pelo futebol de Conca (NR: acho que isso vem desde os tempos de São Paulo eliminado pelo Flu na Libertadores de 2008), enfim, pôde treinar o jogador. O “casamento” deu certo e, em vias de ingressar em sua quarta temporada pelo Flu, o guerreiro mais talentoso e discreto da equipe é a grande aposta para a disputa da Taça Libertadores em 2011. Salve, Conca, seu nome certamente já é cotado para ingressar no Fluminense de todos os tempos (e não só da última semana)!

Fonte: Com Bola e Tudo


Heróis do TRI: Tartá


Podem chamar de “forçação de barra” incluir o nome de Tartá, que fez apenas seis jogos na campanha do título tricolor, como um dos heróis da conquista. Mas eu discordo. No pouco tempo em que atuou, o jovem meia-atacante, mais uma das “crias de Xerém”, ajudou e muito nossa equipe, carente de jogadores de frente, por conta das contusões de Fred e Emerson e dos apagões eternos de Washington e, em menor grau, Rodriguinho.
Vinícius Silva Soares, o Tartá, está no Fluminense desde os 12 anos de idade. Começou a aparecer para o futebol na Copa São Paulo de Futebol Junior, em 2008. Promovido para o elenco do time principal do Flu após o torneio, surgiu como bom reserva na campanha do vicecampeonato da Libertadores no mesmo ano. Quando parecia que iria engrenar, entrou numa fase inconstante e acabou não se firmando nas gestões dos técnicos Renê Simões, Renato Gaúcho, Parreira e Cuca. Emprestado ao Atlético-PR no começo deste ano, também não conseguiu se acertar no Furacão e voltou às Laranjeiras no meio do ano, depois de cinco partidas pelo clube de Curitiba no Brasileirão.
Muricy, que é um cara genial, mas um grande cabeça dura, não deu chances a Tartá. Mesmo na falta de “material humano” para compor o ataque, preferia escalar o time até mesmo com três volantes, dois meias e um homem de frente isolado (Washington). Para piorar, em alguns jogos, nem no banco de reservas tínhamos alguém na posição de homem-gol. Fomos tropeçando e perdendo vários pontos importantes na disputa. Enquanto isso, Tartá treinava quietinho, aguardando sua hora. Acho que nem mesmo os torcedores esperavam que o garoto carioca de 21 anos fosse voltar ao time em 2010.


A oportunidade tardou, mas não falhou. E Tartá correspondeu. O retorno ocorreu justamente contra o Furacão, na Arena da Baixada, pela 31ª rodada. O Fluminense perdia o jogo por 2 x 1 e Tartá, em um de seus primeiros lances, sofreu o pênalti que nos livrou da derrota. O azar é que, como já vinha pendurado com dois cartões (levados nas partidas feitas pelo mesmo Atlético-PR no começo do torneio), acabou sendo punido de novo e já virou desfalque na partida seguinte, contra o Grêmio. Mas, naquela conjuntura, Muricy parece ter se convencido de que Tartá, que joga tanto no ataque como de meia avançado, poderia ser peça fundamental para garantirmos o título que não vinha há 26 anos.
E o garoto arrasou de novo. No clássico contra o Vasco, foi dele o gol único da partida, aos três minutos. Esta vitória nos aproximou bastante do título. Presente em todos os confrontos seguintes, Tartá também foi decisivo na penúltima rodada, quando viramos o jogo para cima do Palmeiras com gol dele, no segundo tempo. Infelizmente, levou o terceiro cartão amarelo em Barueri e acabou de fora na “final” contra o Guarani. Acabar com o excesso de cartões amarelos, aliás, é um ponto para o jovem melhorar em sua carreira.
Vejam a frase dele logo após o jogo contra o Vasco. “Eu sempre tive fé que meu momento chegaria. Eu não quero ser herói. Meu objetivo quando comecei em Xerém era apenas chegar ao profissional do Fluminense um dia. Ser campeão brasileiro e escrever meu nome na história do clube então é um sonho”.
Pelo que fez neste fim de ano, pela postura determinada, pelo esforço e pelo resultado apresentado em campo, Tartá merece um espaço mais generoso no pôster do tricolor tricampeão brasileiro em 2010.
Fonte: Com Bola e Tudo

Heróis do TRI: André Luiz


Levanta a mão quem é tricampeão brasileiro! Levantou? Beleza, se você torce pelo Fluminense, você é tricampeão brasileiro. Agora, TRI na acepção da palavra, que conquistou TRÊS campeonatos brasileiros, nas Laranjeiras só tem um: Andre Luís. Antes de levantar a taça pelo tricolor mais querido do Brasil, no início do mês, André Luis Garcia, gaúcho de Porto Alegre, já dera a volta olímpica como campeão nacional em 2002 e 2004, pelo Santos. Um grande vencedor? Pode ser, no papel, mas, na prática, há controvérsias.
Além do time da Vila, que o revelou ao futebol, Andre Luis já jogou no Benfica, Olympique de Marselha, São Paulo, Barueri, Cruzeiro e no próprio Fluzão, em 2002. Mas foi no Botafogo do Rio onde este controverso zagueiro, hoje com 31 anos, ganhou notoriedade. E não foi, infelizmente, pelo talento ou pelos títulos. Foram duas confusões que ganharam muito espaço na mídia esportiva. A primeira se deu em partida contra o Náutico, em Recife. Expulso de campo, Andre Luís chutou uma garrafa num torcedor, deu o dedo pra torcida e aí a confusão foi armada. O sujeito saiu de campo sob ordem de prisão. Foi também este inusitado atleta quem deu cartão amarelo ao árbitro da partida entre Botafogo x Estudiantes de La Plata, pela Copa Sul-Americana. As confusões lhe renderam um bom tempo sem contrato.
Recém-chegado ao Rio de Janeiro e às Laranjerias, no começo do primeiro turno do Brasileirão, Andre Luis até que não fez feio. E ainda deu sorte por conta do esquema tático de Muricy Ramalho com três beques na formação (ele, Leandro Euzébio e Gum). Foram tempos tranquilos para o beque, que estreou contra o Avaí, na sétima rodada, e só ficou sem jogar (como titular ou entrando no decorrer dos jogos) dez rodadas depois. À medida que o nosso treinador foi mudando o sistema de jogo do Fluzão para o 4-4-2, para acomodar Deco no meio-de-campo, porém, Andre Luis foi perdendo cada vez mais espaço. Entre idas e vidas, esteve em campo regularmente até a 28ª rodada, na desastrosa goleada que sofremos diante do Santos (0 x 3). Depois disso, apenas uma aparição, em outra partida infeliz, contra o Goiás, no Engenhão. Muricy pareceu ter mesmo “deixado quieta” essa história de Andre Luís.

Olhando friamente os números, com 20 jogos, Andre Luís é muito mais “merecedor” do título do que bastante camarada consagrado e de nome que estava lá na hora do pôster do campeão. Mas não é bem assim. Inconstante e com sérias dificuldades na marcação (dos 243 desarmes que fez no Brasileirão, ficou a ver navios em 103, proporção muito alta de erros), nosso beque regra-três também tem um índice alto de erros nos passes: 77,2%, muito menos do que vários outros companheiros de time.
Se Digão, antigos titular da zaga tricolor, recuperar a forma (esteve contundido boa parte do ano), Andre Luis deve perder espaço no elenco para 2011. Mesmo que saia, porém, levará na bagagem mais um importante título: campeão brasileiro de 2010 pelo Fluminense.

Fonte: Com Bola e Tudo


Heróis do TRI: Emerson




Você sabe quantos anos tem o Emerson? Acha que ele é um garoto que apareceu para o futebol nos últimos tempos, quando conquistou as torcidas de Flamengo e Fluminense? “Uns 20 e poucos anos”, talvez? Que nada. Na verdade, nem eu nem ninguém sabe ao certo a idade do Sheik mais famoso do futebol brasileiro atualmente, já que Marcio Emerson Passos de Albuquerque circula por aí com duas datas de nascimento: em uma, ele aparece com 29 primaveras. Na outra, tem 32 – e essa é a versão, digamos, oficial.
Controvérsias a parte, talvez o nobre leitor saiba realmente muito pouco sobre Emerson  porque o cidadão passou a vida toda muito, muito longe do Brasil. Este rapaz, fluminense de Nova Iguaçu, começou a aventura futeboleira no São Paulo, no fim dos anos 1990. Depois, fez carreira no Japão, sempre com um número impressionante de gols: 31 em 34 jogos pelo Consodale Sapporo; 19 em 18 jogos pelo Kawasaki Frontale; e 71 em 100 jogos pelo Urawa Red Diamonds. No Catar, onde ganhou o apelido de Sheik, foram 26 gols em 34 jogos nas duas passagens pelo Al Saad (em 2007, teve experiência-relâmpago de três jogos pelo Rennes, da França).

Até que, no começo do ano passado, pagou do próprio bolso a multa rescisória com o cluba catariano e veio, enfim, atrás de fama e fortuna no Brasil. O agraciado da vez foi o Flamengo, e Emerson fez 11 gols em 26 pelejas pelo rubro-negro. Não é quase nada, mas nessa brincadeira ele abocanhou o carioca de 2009 e ainda deu um gás inicial ao time que veio a ser campeão brasileiro no fim daquele ano. Mas na hora da festa, ele não estava presente: no fim do primeiro turno, outra proposta das arábias – dessa vez, do Al Ain, dos Emirados Árabes Unidos – o fizera retornar ao exterior. Até que, em julho último, o Fluminense foi mais rápido que o rival rubro-negro e repatriou o Sheik novamente.
Emerson é o atacante que dá gosto de ver jogar. O cabra chuta bem, é raçudo e consegue pôr a bola em espaços quase inexistentes. É, em suma, um sujeito que mete muito gol e dá trabalho para caramba aos goleiros adversários. Desde que chegou ao Fluminense, no meio do primeiro turno do Brasilelrão 2010, Emerson foi dizendo a que veio: foram quatro gols em quatro jogos bem complicados, contra o Botafogo (1 x 1), Atlético-PR (3 x 1), Grêmio (2 x 1) e Internacional (3 x 0). É um atacante de responsa. Nas rodadas seguintes, passou em branco apenas nos empates por 2 x 2 contra Vasco e São Paulo. Mas marcou em mais três ocasiões: Goiás (3 x 0), Palmeiras (1 x 1) e Guarani (1 x 2). A essa altura, com o Fluzão tranquilo na liderança, o Sheik liderava a Bola de Prata da Revista Placar e já estava na ponta até mesmo na Bola de Ouro.
Mas aí nosso velho amigo departamento médico, não contente com as presenças cativas de Diogo, Diguinho e Fred, resolveu também recrutar Emerson. Foi na partida final do turno, contra o Guarani, que ele se lesionou pela primeira vez em sua passagem pelo Fluzão. E o negócio foi feio: dez rodadas no estaleiro. Voltou no clássico contra o Botafogo, no returno, mas, a exemplo do que já ocorrera com Fred, sua volta durou pouco. No mesmo jogo, sentiu contusão e tornou a fazer o check in diário no departamento médico do clube tantas vezes campeão.

Assim como ocorreu com Fred, a saída de Emerson fez muito mal ao Fluminense. Com Washington em fase horrorosa e o esforçado Rodriguinho não conseguindo dar conta do recado, a ausência do Sheik era lamentada a cada minuto de jogo nas batalhas que enfrentamos nas últimas rodadas. Para piorar, quando retornou ao time, contra o Palmeiras, em Barueri, ele fez sua pior partida com a camisa do clube: passes errados, chutes bizarros e uma substituição no começo da segunda etapa. Sua redenção veio na rodada final, quando fez o gol único da vitória salvadora sobre o Guarani, que nos garantiu o troféu de campeão brasileiro pela terceira vez (veja e reveja e reveja de novo o vídeo acima).
No total, Emerson esteve em campo defendendo as cores do Fluzão por apenas 11 vezes no Brasileirão 2010. É tão pouco que ele foi sumariamente eliminado da disputa pela Bola de Prata da Placar (o critério da revista, mais do que justo, exige a participação em pelo menos 16 partidas do time no campeonato). Mesmo assim, com oito gols, o rendimento do Sheik foi impressionante. Em condições normais, o time do Muricy é Conca, ele e mais nove, podem ter certeza.

Não fossem as lesões, creio que Emerson teria brigado pela artilharia do Brasileirão até o fim. Nosso título certamente teria sido muito mais fácil com ele em campo em todo o returno. Mas, tudo bem, nesse tranquilo dia de Natal, quem nos deu o melhor presente de todos, o gol do título, foi o Sheik. O Sheik está vivo, galera. Longa vida ao Sheik!

Fonte: Com Bola e Tudo


Heróis do TRI: Fred


A carreira futebolística de Fred está intimamente relacionada a longos períodos de estaleiro chancelados no departamento médico. Um dos artilheiros mais promissores da história recente do ludopédio brasileiro, Frederico Chaves Guedes teve uma ascensão meteórica no começo da década que se encerra daqui a uma semana. De craque da Copa do São Paulo de Futebol Júnior pelo América-MG, em 2003 (marcou o gol mais rápido da história do futebol brasileiro, com apenas três segundos), foram apenas três anos até a participação (com direito a gol marcado, contra a Austrália) em uma Copa do Mundo (Alemanha, 2006). Nesse intérim, ganhou notoriedade pela artilharia da Copa do Brasil 2005 e nos primeiros jogos do Brasileirão desse ano, já com a camisa do Cruzeiro. Foi para o Lyon, da França, onde, ao lado de Juninho Pernambucano e Cris, ganhou três campeonatos nacionais, marcando 34 gols em 88 jogos. Em 2007, foi convocado por Dunga para a Copa América de 2007, mas…. se contundiu!!! Seguiu metendo seus gols no Lyon, até que, no começo de 2009…..se machucou de novo!!! Dessa vez, o pacote foi maior: brigou com o dirigente do clube e, aos 26 anos e com muita lenha pra queimar ainda, conseguiu acertar sua volta ao Brasil e assinou com o Fluminense em abril do ano passado.


Chegou às Laranjeiras metendo gols  e começou a conquistar a torcida, até que…. se contundiu no começo do Brasileirão 2009. Seu período de ausência coincidiu com uma sequência de derrotas do time que fizeram com que nem o mais otimista torcedor do clube acreditasse que nos salvaríamos de mais um rebaixamento. Fred, criticado por seguir tratamento em Minas Gerais, enquanto os colegas comiam o pão que o diabo amassou no Rio de Janeiro e Brasil afora, voltou ao onze tricolor em momento crucial. Era vencer ou vencer. E não vencer apenas um jogo. Mas algo como nove vitórias em 11 partidas. De forma quase poética, o começo dessa arrancada foi contra o Cruzeiro, no Mineirão. Depois de levar dois gols (e ainda ver o adversário perder um pênalti) no primeiro tempo, o Fluminense viu Fred marcar três vezes e calar a torcida do clube que o projetou nacionalmente. Daí pra frente, todos já sabem a história: o Fluzão se safou e Fred ficou em paz com a vida e com o clube. Tanto que recentemente acabou tendo seu contrato renovado por mais cinco anos.
Aí veio o Brasileirão 2010. Em recuperação no departamento médico – dessa vez, por conta de uma cirurgia de apendicite, Fred desfalcou o time nas duas primeiras rodadas. Depois, engatou uma boa sequência de nove “presenças” seguidas. Melhor que isso: marcou quatro vezes em quatro jogos em série (3 x 1 contra Atlético-MG; 2 x 1 no Vitória; 3 x 0 no Avaí e 1 x 1 com o Grêmio Prudente). Até que, no clássico contra o Botafogo, Fred teve… nova contusão!!! Ficou de fora umas três semanas e, quando parecia que ia voltar, chamou a imprensa para uma coletiva em que detonou o médico Michel Simoni. Tudo porque o doutor havia dito que Fred estava se recuperando, mas “ainda estava inseguro para voltar”. De forma exageradamente precipitada, Fred, em vez de lavar a roupa suja em casa, jogou merda no ventilador e muito comentarista sabidão chegou a dizer que o Flu começava a perder o campeonato ali. De fato, foi algo desnecessário. Resultado: Fred continuou sem jogar, o médico pediu para sair e a panela de pressão parecia fora de controle.


Vida que segue, Fred continuou outras tantas rodadas sem dar o ar da graça em campo. Aí inventou de voltar no duelo contra o Santos, no Engenhão. Entrou no segundo tempo. E, dez minutos depois, o Brasil inteiro o viu sentir … uma nova contusão!!! Muricy ainda manteve o camarada em campo até o fim do jogo (3 x 0 pro Peixe, três do Zé Love). Mas, claro, chance zero de voltar a jogar tão cedo. E ele fez muita falta ao time num momento crucial. Washington, que tinha vindo pra ser reserva, e Rodriguinho, que já chegou como reserva, quebraram um galho por certo tempo, mas logo suas limitações ficaram mais do que expostas. Com tanta gente com quem não podíamos mais contar, outros “artilheiros improvisados”, como Conca, Marquinho, Leandro Euzébio, Gum e Carlinhos, foram mantendo nossa liderança aos trancos e barrancos.
Fred é craque. Isso não se contesta. Nem Muricy. O artilheiro ainda voltou ao time titular na 35ª rodada, contra o Goiás. E fez seu último gol no Brasileirão na semana seguinte, na goleada por 4 x 1 sobre o São Paulo, em Barueri. Também esteve em campo contra Palmeiras e Guarani. Esforçado, aguerrido, pelo menos não se machucou mais nesses últimos jogos. (NR: acho que não deu tempo). Foram apenas 14 partidas (e os cinco gols marcados já citados acima) na heróica campanha do tricampeonato brasileiro do Fluminense em 2010.


Fred não corre risco de ir para o banco por questões técnicas. Mas, devido ao seu vasto currículo de problemas físicos, está cada vez mais relegado à posição de coadjuvante no clube. Tanto que, mesmo querido pelos dirigentes, já cogitou-se nas Laranjeiras estipular para o garotão um contrato por produtividade. E até uma história de empréstimo ao Bahia apareceu na mídia nos últimos dias.
Eu ainda acho que vale apostar num craque como ele para a Libertadores. Com 27 anos, este mineiro de Teófilo Ottoni, campeão brasileiro de futebol em 2010, tem uma agilidade e faro de gol muito diferenciados. Por mais que eu não tenha muitos motivos para acreditar nisso, espero que o 2011 de Fred seja muito mais ligado aos gramados do que às enfermarias. É o melhor presente de Natal que o torcedor tricolor pede para este ano que está chegando.

Fonte: Com Bola e Tudo


Heróis do TRI: Deco


Contratado com status de grande estrela, o brasileiro naturalizado português Anderson Luis de Souza, o Deco, chegou às Laranjeiras na metade final do primeiro turno. Grande estrela do futebol português e - por que não dizer? - europeu, Deco veio para ser o quarto elemento de uma linha de frente arrasadora no esquadrão idealizado por dirigentes tricolores. Mas niniguém esperava que quarteto fantástico Conca-Deco-Emerson-Fred só fosse dar o ar da graça por 30 minutos em todo o Brasileirão. Muito menos que este paulista de São Bernardo do Campo, aos 32 anos, tivesse problemas sérios de adaptação ao futebol brasileiro.
Deco começou a carreira no Corinthians. Pelo Timão, só entrou em campo duas vezes e foi negociado com o Benfica, em 1997. Perambulou ainda por Alverca e Salgueiros, antes de parar no Porto, em 1999. Ali estourou no universo boleiro, quando ajudou o clube português a conquistar a Liga dos Campeões e o Mundial Interclubes em 2004. Após processo de naturalização, chegou à Seleção Portuguesa e esteve na equipe vicecampeã europeia ainda em 2004. Sua brilhante carreira ainda teve passagens marcantes pelo Barcelona (onde ganhou outra Liga Europeia, em 2006) e pelo Chelsea. Após a Copa do Mundo de 2010 – a segunda que disputou por Portugal -, decidiu voltar ao Brasil. E desembarcou no Rio de Janeiro no fim de julho.  
Deco estreou pelo Fluzão no clássico contra o Vasco (2 x 2), no Maracanã, jogo que teve o maior público (80 mil pagantes) da competição. Na ocasião, errou um gol feito. Mas teve atuação pelo menos razoável. Muricy, que, àquela altura, comandava um time com quase 10 pontos de diferença para o terceiro colocado, mudou o seu esquema tático do 3-5-2 para o 4-4-2. Tudo para acomodar Deco na equipe. E fez certo. Craque tem que jogar. Que Deco sabe jogar bola, ninguém em sã consciência duvida. Não interessa se o time perdeu o rendimento espetacular de setenta e tantos por cento e a folga na liderança do certame – nada garantia que continuaríamos ganhando tudo sem o portuga.
Em processo constante de aprimoração de sua forma física, Deco jogou oito partidas consecutivas, naquela fase cruel de embates todas as quartas e domingos. Numa delas, marcou seu único gol no Brasileirão, nos 2 x 2 contra o São Paulo, no Maracanã. Cansado e com dores musculares, foi poupado do clássico contra o Flamengo, mas voltou à equipe na goleada sobre o Atlético-MG, por 5 x 1, no Engenhão. Acabou se contundindo de novo na 29ª rodada, contra o Cruzeiro. E aí o estaleiro foi maior: só voltou a quatro rodadas do fim, no desastroso empate com o Goiás, por 1 x 1. Teve ótima atuação contra o São Paulo – independentemente da (in) disposição do time do Morumbi no jogo -, mas acabou vendo sua participação na exitosa campanha tricolor acabar aos 30 minutos do primeiro tempo do jogo seguinte, contra o Palmeiras, em Barueri.
No total, Deco jogou 16 vezes pelo Fluzão no Brasielirão 2010. Sua qualidade no passe é inegável: 83,9% de aproveitamento. Também é bastante visado pela marcação adversária: recebeu, em média, 3,2 faltas por partida. Mas precisa melhorar bastante a pontaria, já que, de suas 15 finalizações no torneio, 11 foram erradas. Para 2011, com tempo adequado para treinar e readaptado ao futebol brasileiro, Deco terá condições totais de mostrar na América do Sul o futebol que o levou a conquistar a europa por duas vezes. E engordar sua já extensa lista de titulos, abrihantada ainda mais nesse fim de ano com a conquista do Campeonato Brasileiro pelo Fluminense.

Fonte: Com Bola e Tudo


Heróis do TRI: Julio Cesar


Lateral-esquerdo de origem, Julio Cesar Coelho Moraes Junior (que chegou a mudar seu nome futebolísticopara Julio Moraes, para evitar confusões com o homogêneo rico da Inter de Milão) arrebentou nos Brasilierões de 2008 e 2009 com a camisa do Goiás. E chamou a atenção da galera nas Laranjeiras, pra onde foi no começo deste ano.
Chegou com a pinta de solução: diziam que sabia cruzar, que era bom marcador, que tinha excelente visão de jogo… Começou o Brasileirão como titular (derrota para Ceará por 1 x 0 e vitória sobre o Atlético-GO, também por 1 x 0). E nada. Depois, foi perdendo a posição para Carlinhos, mas sempre entrava no decorrer do jogo no meio-de-campo – ele é “versátil”, dizem. O titular se machucou e Júlio César voltou à lateral. E nada. Ou melhor, QUASE nada. Seu grande momento foi o gol de empate (seu único no Brasileirão, confira no vídeo abaixo) por 2 x 2 contra o Vasco, no Maracanã – após bobeadas impagáveis de Felipe e Zé Roberto, diga-se de passagem.

Veio o segundo turno, Julio Cesar em campo e… nada!!! Não que Carlinhos estivesse voando. Não, nada disso. Mas, do alto de seus 28 anos, este paulistano peca no fundamento mais importante para um jogador de sua posição: o cruzamento. No Brasileirão, JC jogou a bola na área 34 vezes. Sabe quantas ele acertou? 13. Isso mesmo. Quer dizer que ele errou as outras 21 tentativas. Um desastre completo. Muricy, que é teimoso mas não é burro, logo viu a ineficiência do sujeito e o relegou a regra três, a estepe. Com a enfermaria do Flu absolutamente lotada, JC ainda acabou participando de 24 jogos do time no campeonato.
A inconstância, aliás, parece ser uma tônica em sua carreira: começou no Bangu, em 2002. Depois passou por América de Natal, Flamengo, Marília, Cruzeiro, Cabofriense e Náutico, até se estabilizar no Goiás. Pelo que apresentou em 2010, sua única chance de ficar nas Laranjeiras em 2011 é apostar na quedinha que nosso treinador tem por volantes (talentosos ou não).
Noves fora, porém, vale lembrar que “Julio Moraes” ostenta no currículo um título que seu homogêno da Inter de Milão não tem: é campeão brasileiro de futebol. E pelo Fluzão.

Fonte: Com Bola e Tudo

Heróis do TRI: Valencia


Presente em 17 partidas de nossa gloriosa campanha do tri brasileiro, o colombiano Valencia foi personagem de destaque em nossa jornada no returno da competição. Contratado junto ao Atlético-PR (clube pelo qual ainda fez cinco jogos no mesmo torneio antes de chegar às Laranjeiras, no fim de julho), teve problemas burocráticos (vistos de trabalho para estrangeiros, boletim de transferências, essas paradas chatas que rolam em todas as transferências de gringos Brasil afora) e acabou estreando pelo Flu apenas na última rodada do turno, na derrota para o Guarani, em Campinas.
A esta altura do campeonato (literalmente), a leva de volantes guerreiros do Flu andava capengando. Diguinho passou meses no departamento médico. Diogo ia e vinha. Nessa brincadeira, Fernando Bob e Valencia aproveitaram as chances e foram ocupando espaço no time. O colombiano entrou no decorrer das partidas em seis oportunidades. E foi titular em outras 11. Mais do que isso: com a segunda lesão de Diogo, foi escalado desde o início no clássico contra o Vasco e não saiu mais do time titular até o fim do campeonato.
Edwin Armando Valencia Rodríguez, nascido em Florida, na Colômbia, tem 25 anos e jogou de 2003 a 2007 no América de Cali. Em seguida, atuou pelo Furacão até vir parar nas Laranjeiras. Uma de suas maiores qualidades é o baixíssimo índice de bolas perdidas (média de 0,7 por jogo no Brasileirão 2010). Se não ajuda muito o time no ataque (deu apenas três chutes a gol em todo o torneio) em compensação está longe de ser um volante do tipo truculento ou violento: tem média de 1,5 falta por partida.
A exemplo dos outros três colegas de posição mais presentes na campanha do tricolor (Diogo, Diguinho e Fernando Bob), Valencia não fez nenhum gol no Campeonato Brasileiro de 2010. Mas isso não é problema algum: todos esses caras foram decisivos, ao lado da dupla de zaga, para que fechássemos o certame com a melhor defesa (36 gols em 38 partidas). É, no mínimo, um time com a cara de seu treinador. E quem não quer se parecer com um sujeito tantas vezes campeão?

Fonte: Com Bola e Tudo

Heróis do TRI: Fernando BOB


Um dos quatro volantes guerreiros do Fluminense, Fernando Paixão da Silva (o “Fernando Bob”) foi personagem bastante atuante na campanha de nosso tricampeonato. Uma das poucas “crias de Xerém” a despontar na equipe – talvez até pelo fato de ter passado os últimos tempos de forma discreta por Boavista e Paulista antes de retornar ao elenco do Flu em 2009 -, “Bob” foi um dos beneficiados pelas seguidas contusões sofridas pela dupla caipira titular, Diogo e Diguinho. O garoto que completa 23 anos daqui a um mês esteve em campo 20 vezes no Brasileirão 2010. (NR: A título de ilustração, Diguinho e Diogo jogaram, respectivamente, 21 e 25 partidas). E, a exemplo dos colegas operários, foi importante peça na composição da defesa menos vazada do torneio.
Esforçado, combativo e aplicado, Fernando Bob é um reserva quase à altura dos titulares. Quando ele entra, o time não muda muito seu jeito de jogar e não perde muito em algum atributo específico. No Brasileirão, Bob roubou a bola dos adversários em 199 oportunidades. Destas, porém, saiu com a jogada limpa “apenas” 148 vezes. Em compensação, teve um alto aproveitamento de passes certos (91%) em toda a competição, o que é bom sinal para um universo boleiro recheado de cabeças-de-bagre. Como todo jogador da posição, Fernando Bob também acaba abusando um pouco do vigor nas jogadas. Não à toa, recebeu quatro cartões amarelos e foi expulso uma vez (contra o Grêmio, vitória nossa por 2 x 1 no Olímpico, no primeiro turno) no certame. Não marcou nenhum gol – algo absolutamente normal para um atleta de sua posição.
Fluminense (também) de Cabo Frio, Bob parece ter conquistado a confiança plena de Muricy. Ainda não quer dizer que ele será titular agora. Mas observando alguns fatos, dá pra notar o quanto o garoto cresceu neste campeonato. Estreou apenas na 12ª rodada, nos 3 x 1 sobre o Atlético-PR no Maracanã – entrou no decorrer do jogo. Foi titular e saiu de campo expulso na rodada seguinte, contra o Grêmio, e depois entrou no time (de novo no meio da peleja) nos 2 x 2 contra o Vasco. Daí pra frente, se manteve no time principal até a 31ª rodada, contra o Furacão, pelo returno. Passou, então, a alternar escalações com o colombiano Valencia. Bob ainda formou com o onze tricolor nos embates contra Grêmio, Inter, Vasco e Goiás.  E entrou nos minutos derradeiros do confronto decisivo contra o Guarani, no Engenhão.
Para 2011, nossa “cria” pode ser um bom nome na composição do elenco que disputará a Libertadores. E já entra na briga com a faixa de Tricampeão Brasileiro estampada no peito.


Fonte: Com Bola e Tudo

Heróis do TRI: Rafael


Sabe quantos gols o Fluminense sofreu no Campeonato Brasileiro? Não? 36, em 38 jogos. Menos de um por partida. Nada mal, não? Temos uma muralha lá atrás? Acho que não. A defesa (Gum e Leandro Euzébio) até que é razoável. Mas nada comparado a uma dupla tipo Aldair-Márcio Santos. No gol também não temos nenhum Taffarel. E olha que tentamos: Fernando Henrique foi o titular de vários anos anteriores, mas a incostância (e, por fim, uma contusão), o tiraram da reta final do Brasileirão 2010. Ricardo Berna teve chances em 2009, não as aproveitou e virou terceiro goleiro, tendo sido relembrado para as últimas nove partidas do certame deste ano, quando não comprometeu e vem se garantindo. E Rafael? O que será de nosso camisa 1, titular em 13 partidas de nossa epopéia do tricampeonato?
Alberto Rafael Silva, paulista de Araraquara, tem 26 anos. Começou a carreira na Matonense, depois passou por Palmeiras B, São Bento, Inter de Limeira e Itumbiara, até chegar ao Vasco da Gama. Em São Januário, foi um dos poucos que se salvou no vexatório rebaixamento para a segundona, em 2008. Contratado pelo Flu no ano seguinte, ganhou a posição de titular com Cuca, no meio do Brasileirão, onde segurou um rabo de foguete sinistro e saiu por cima depois que o time se safou da segundona.
Em 2009, vinha se mantendo no posto de titular mesmo com a chegada de Muricy Ramalho. Rafael foi nosso goleiro nas seis primeiras rodadas do Brasileirão. Até que se machucou no jogo contra o Vitória (2 x 1 para nós) no Maracanã. Só foi voltar quando seu sucessor, o “polêmico” Fernando Henrique, também se contundiu. Retornou ao time na 22ª rodada, no empate por 3 x 3 com o Flamengo. E se aguentou como camisa 1 tricolor até a 29ª rodada, quando perdemos do Cruzeiro por 1 x 0, em Uberlândia. Na rodada seguinte, Muricy optou, sem muita explicação, por tirar Rafael e dar nova chance a Ricardo Berna. O estudante universitário pegou tudo e mais um pouco contra o Fogão e a “era Rafael” parece ter acabado ali mesmo.
Dos três goleiros do Flu, Rafael parece ser o mais dispensável. Se não é exatamente um frangueiro, também não inspira muita confiança e erra o tempo da bola, como na cobrança de falta que resultou em gol do Vitória no jogo do returno (2 x 1 para nós de novo, dessa vez no Barradão). Com a chegada iminente de mais um arqueiro, Rafael deve pedir para sair. Mas poderá contar pros netinhos dele daqui a vários anos: “sou tricampeão, porra!!!”


Fonte: Com Bola e Tudo


Heróis do TRI: Fernando Henrique


Se a máxima de que todo time começa por um grande goleiro fosse atribuída ao mais novo tricampeão brasileiro, então o autor da frase deveria começar a repensar seriamente seus conceitos. É raro um time que alterna três arqueiros num mesmo campeonato – e cada um com vários jogos – terminar bem na tabela. O Fluminense foi uma rara exceção: começou o campeonato com Rafael (que já havia “barrado” Fernado Henrique e Ricardo Berna durante no Brasileirão de 2009), voltou para Fernando Henrique, que deu lugar de novo a Rafael, e terminou – muito bem, diga-se de passagem – com Berna. É bem verdade que Fernando Henrique (classificado outrora por um ex-escritor deste nobre espaço como “o polêmico”) só perdeu a posição por ter se machucado em um treinamento poucos dias após a derrota para o Corinthians por 2 x 1, no Engenhão. Mesmo assim, dos três camisas um, foi o que mais vezes entrou em campo no Brasileirão: 17 vezes no total. Dezessete também foram os gols sofridos por FH.
Este paulista de Bauru, nascido em novembro de 1983 (tem, portanto, 27 primaveras nas costas) nunca jogou em outro clube. É “cria de Xerém”, como costumam dizer por aí. Atuou com frequência nas categorias de base da Seleção Brasileira e tem até uma partida pelo time principal (contra o Haiti, em 2004). Mesmo assim, nunca foi unanimidade. Pelo contrário: bastante criticado pela torcida, chegou a pedir pra sair do clube em 2007, cansado das críticas. Até que vieram a Libertadores e algumas atuações fantásticas, especialmente contra o Boca Juniors, em Buenos Aires, e São Paulo, no jogo de ida, no Morumbi.“Ahhhh Fernando Henriqueeee!!!”, gritava a torcida tricolor em 2008, certa de que, enfim, tinha achado – e em casa – um cara para se perpetuar como goleiro titular do time.
Mas 2009 foi um desastre para FH. Com atuações ruins, acabou barrado do time titular por Parreira e Cuca. Na arrancada memorável que livrou o Fluminense do rebaixamento, FH só esteve em campo na virada por 3 x 2 sobre o Cruzeiro, no Mineirão.
Veio o ano de 2010, Rafael começou a peruzar e ainda deu o azar de se machucar no jogo contra o Vitória, no Maracanã (2 x 1 para nós). FH voltou ao time e, se não engoliu frangos grotescos, continuou falhando em alguns lances capitais. Contra o São Paulo, errou o tempo feio da saída de bola e permitiu a virada do tricolor paulista. Na última partida do turno, levou dois gols de falta de Baiano, do futuro rebaixado Guarani. Em pelo menos um dos lances, ficou parado como uma estátua. Também acho que ficou a ver navios no gol da virada do Atlético-GO, no Serra Dourada, marcado por Elias nos acréscimos.
Para piorar, vira e mexe FH aparece em alguma coluna de jornal no Rio como personagem de salseiros armados em baladas e festas na animada noite carioca. A torcida, claro, voltou a pegar no pé dele.  E a caótica sucessão de problemas físicos que se abateu sobre o Fluminense no segundo semestre também passou como um furacão pelo gol. Depois da contusão de FH, voltou Rafael. Que saiu para dar lugar a Berna. Que, nas últimas rodadas, já tinha FH como primeiro reserva.
Para 2011, é pública e notória a busca da diretoria por um goleiro à altura de uma Libertadores. Fernando Henrique deve continuar no elenco, mas já não é o preferido de Muricy (abrazo pro Ricardo Berna). E vai ter que contar com muita sorte de novo para aumentar sua lista de mais de 250 partidas com a camisa do Fluzão. E mais sorte ainda para ter em seu currículo mais títulos para acrescentar aos estaduais de 2002 e 2005, à Copa do Brasil de 2007 e ao Brasileirão de 2010.

Fonte: Com Bola e Tudo

Heróis do TRI: Rodriguinho


O elenco do Fluminense campeão brasileiro de 2010 teve características bem peculiares e enganosas à primeira vista: quem olha para a relação de jogadores e vê nomes como Deco, Emerson e Fred vai achar que estes caras foram decisivos para a conquista do tricampeonato. Também vai repetir o jargão que “em pontos corridos tem que ter elenco” e vai encontrar nomes de jogadores pouco conhecidos que podem ter no máximo ajudado um pouquinho na conquista. Mas nenhuma das situações é verdadeira: nem os astros foram protagonistas, muito menos os coadjuvantes roubaram a cena. Rodriguinho, estrela do vicecampeão paulista Santo André no primeiro turno, estaria de cara na lista de coadjuvantes. Com 28 partidas pelo Flu no Brasileirão, porém, ele foi mais assíduo que muito titular do Muricy. E, apesar de não ter sido decisivo, foi, por eliminação, peça importante no título tricolor, pois, em muitos casos, era a única alternativa do treinador tetracampeão para o ataque.
Rodrigo Batista da Cruz já não é nenhum garoto. Em fevereiro do ano que vem, ele completará 28 anos. E a primeira oportunidade de defender um clube grande veio somente há sete meses, quando o Flu o contratou junto ao Santo André, clube pelo qual marcou 15 gols no Paulistão deste ano. Antes, este paulista de Santos havia defendido Portuguesa Santista, Sport, São Caetano, Ituano, Rio Branco e SEV Hortolândia. No apagar das luzes, ganhou uma chance no Flu. Estreou contra o Atlético-GO (vitória por 1 x 0), na segunda rodada. E logo deixou uma boa impressão na torcida tricolor ao marcar em nossa vitória por 2 x 1 no Fla-Flu do primeiro turno.

Com as contusões de Fred e, posteriormente, Emerson, Rodriguinho foi tendo oportunidade atrás de oportunidade no ataque tricolor, ao lado de Washington. Mas levou um turno inteiro para voltar a marcar. Pelo menos o fez com grande estilo: meteu mais dois gols no Flamengo, no empate por 3 x 3 do returno (veja video acima). Ainda marcaria mais duas vezes no Brasileirão 2010: contra o Vitória, no Barradão (2 x 1 para nós) e no fatídico empate contra o Grêmio Prudente, em Presidente Prudente, por 1 x 1. Os cinco gols anotados são realmente muito pouco para um atacante que quer ser titular do Fluminense. 
Se não era decisivo quando começava jogando, Rodriguinho mostrava seu valor quando entrava no segundo tempo das partidas. Contra o Corinthians, no Engenhão, perdíamos por 2 x 0 e ainda corríamos risco de levar uma goleada. Rodriguinho entrou e, se não mudou o resultado da peleja, deu nova cara à postura do time e ainda criou a jogada do gol de honra (o último de Washington no certame, por sinal). Contra o Vitória, no Barradão, além do gol já citado, sofreu o pênalti que nos garantiram três pontos. Também foi nele o pênalti marcado contra o Goiás (1 x 1 no Engenhão), que nos livrou de uma derrota trágica a quatro rodadas do fim do campeonato. Voluntarioso e aplicado, oguerreiro Rodriguinho pode ser um bom reserva para a Libertadores de 2011.

Fonte: Com Bola e Tudo

Heróis do TRI: Washington


Quando Washington Stecanela Cerqueira retornou às Laranjeiras no final de julho deste ano, muita gente pensou: “ele não vai aceitar a reserva de Fred e Emerson e vai gerar crise de egos no elenco”. Mas quem teve este raciocínio, raso por sinal, não está familiarizado com o Fluminense. De cara, eu vi com bons olhos a volta do Coração Valente ao clube em que ganhou muito destaque no ano de 2008. Apostei que as várias contusões e suspensões (Emerson toma muito cartão amarelo) diminuiriam bastante as situações em que o ex-atacante do São Paulo seria colocado no banco de reservas. Pois foi exatamene o que aconteceu. Só não imaginava que as lesões seriam tantas e que Muricy Ramalho só fosse ter essa “dor de cabeça” na escalação apenas por uma ou duas rodadas nas cerca de 30 que ainda restavam para terminar o campeonato…. E que, na verdade, nem dor de cabeça foi, dada a tenebrosa fase em que se encontrava o artilheiro ao final da competição.
Quem conhece Washington, sabe que o cara foi realmente um matador, homem de frente do tipo que mete gols de todos os jeitos. Lembra o estilo Túlio Maravilha, por exemplo. Maior artilheiro de uma única edição de Campeonato Brasileiro (em 2004, fez 34 gols pelo Atlético Paranaense), o Coração Valente, com 35 anos, não parecia mais ter gás para manter um futebol de alto nível em equipes de ponta. Ainda assim, deixou o São Paulo como artilheiro do time na temporada 2010. E chegou ao Flu, em meio às contusões de Fred e Emerson, mostrando a que veio: foram dois gols na reestréia, na vitória sobre o Atlético-PR por 3 x 1 no Maracanã; outro na goleada sobre o Internacional (3 x 0), também no Rio; mais um nos 3 x 0 sobre o Goiás no Serra Dourada; outros dois na abertura do returno, contra o Ceará (3 x 1) no Rio; e mais dois, nas derrotas para o Atlético-GO (1 x 2, em Goiânia) e Corinthians (1 x 2, no Engenhão).
Àquela altura, com 10 gols marcados (sendo dois pelo São Paulo), Washington assumia não só a artilharia do Fluminense como a do Campeonato Brasileiro, ao lado de Jonas, do Grêmio. O que ninguém poderia esperar é que o solitário gol contra o Timão – que, à época, nos garantiu a manutenção da liderança pelo saldo de gols -, num longíquo 15 de setembro, seria o último tento de nosso artilheiro no ano. A fase ruim de nosso Coração Valente – apelido herdado dos tempos de Atlético-PR, quando teve de fazer uma cirurgia cardíaca para continuar jogando bola – coincidiu com nosso pior período no Brasileirão, quando passamos vários jogos sem vitória e vimos a diferença de pontuação para os concorrentes evaporar.
Apesar do péssimo momento – foram 15 jogos sem marcar, o que para um homem de frente é algo inimaginável e inaceitável -, Washington continuou sendo bancado por um Muricy Ramalho. Mesmo com apenas dois atacantes disponíveis no elenco (o outro era Rodriguinho, já que Fred e Emerson seguiam eternamente contundidos), nosso comandante insistia em não dar chances a Wellington Silva, Tartá ou a algum garoto da base. A teimosia de Muricy acabou quando ele viu que se fosse apostar somente no Coração Valente, o título tinha sérios riscos de parar em outras mãos. Veio Tartá (isso é história pra outro post), Emerson e Fred voltaram e Washington terminou a competição como reserva. Mas nem por isso perdeu a pose, reclamou ou deu alguma entrevista malcriada.


Ao contrário do que muitos pregam, nosso querido artilheiro – ídolo na Libertadores e no Brasileirão 2008, torneio em que terminou artilheiro, com 21 gols – tem uma personalidade tranquila e é muito querido pelo restante do elenco. Este sentimento ficou claro no segundo gol do Fluminense contra o Grêmio, no Maracanã, quando Conca desviou chute de Washington para o gol adversário a poucos centímetros da linha. O gol (que na verdade não seria gol sem o toque do argentino) seria o fim do jejum de Washington. Não foi. Mas, após estufar as redes gremistas, nosso maior craque no campeonato ( e também todos os outros atletas em campo) foram comemorar o feito abraçando o Coração Valente. Mais do que merecido para um atacante que participou de 26 jogos na campanha tricolor rumo ao tricampeonato brasileiro (ainda fez outros seis pelo São Paulo no início do certame), bem mais do que os badalados Fred e Emerson, por exemplo.
O brasiliense Washington, que completa 36 primaveras em abril próximo, já anunciou que encerra sua longa carreira no futebol ao fim de 2011.  Para o ano que vem, ele aposta numa temporada mais sossegada e, se Deus quiser, vitoriosa no Fluminense e na Libertadores. Em condições normais, o nosso Coração Valente sabe que não passa mais nem perto da titularidade no onze das Laranjeiras. Mas quem conhece o departamento médico do clube não se surpreenderá se Washington entrar em campo em várias partidas do time no ano vindouro.


Será um desfecho de ouro para quem já peregrinou por Caxias, Internacional de Porto Alegre, Paraná, Ponte Preta (quem não se lembra das quartas-de-final do Brasileirão de 2001, quando ele quase nos tira a vaga nas semifinais em pleno Maracanã?), Fenerbahce da Turquia, Atlético-PR, Tokyo Verdi, Urawa Red Diamons (os dois últimos do Japão) e São Paulo. Até pela Seleção Brasileira, na Era Leão, ele passou. E, para quem tem memória curta, Washginton participou ativamente de momentos importantes na história recente do Flu, como as vitórias sobre o Boca Juniors e o São Paulo na Libertadores de 2008 e a recuperação que nos livrou da segundona (abrazo pro Renê Simões) do Brasileirão no mesmo ano. Com vigor de um garoto, a boa forma física parece ser seu trunfo para tentar reverter o péssimo momento vigente. E mostrar que ainda pode fazer algo mais pelo clube tantas vezes campeão em 2011.

Fonte: Com Bola e Tudo


Heróis do TRI: Os que abandonaram o barco antes da Conquista


Desde que o Campeonato Brasileiro foi “alargado” e passou a começar em abril, é sempre a mesma coisa: chega junho, julho e agosto e é um Deus nos acuda em cada elenco para segurar os melhores jogadores. Os que ficam no Brasil adiam o sonho de jogar no exterior, mas apostam numa consagração (e consequente valorização) em âmbito nacional. Os que abandonam o barco no meio da competição, em sua maioria, caem no esquecimento, seja no próprio Brasil ou no exterior. Neste último caso, pelo menos enchem o rabo de grana no período de entressafra.
O Fluminense até que passou bastante incólume pela malfadada “janela de transferência” neste ano. Apenas quatro jogadores começaram o campeonato pelo tricolor das Laranjeiras e saíram do clube antes do fim da competição: o volante / meia Everton (que se transferiu para o Cruzeiro após duas rodadas no Flu), o atacante André Lima (que foi para o Grêmio depois de quatro jogos pelo tricolor das Laranjerias, contra Ceará, Atlético-GO, Corinthians e Flamengo), o atacante Wellington Silva (jogou nas duas primeiras rodadas e, negociado com o Arsenal e ainda menor de idade, passou o resto do ano treinando lá e cá – e Muricy deixou-o de lado) e Alan, talentoso atacante prata da casa e único dos três que fez realmente falta ao elenco que se sagrou tricampeão.
Alan participou de dez jogos no Brasileilrão. E fez quatro gols, alguns muito importantes, como o marcado contra o Santos, que nos deu a vitória por 1 x 0 sobre o time de Neymar em plena Vila Belmiro. Também deixou sua marca contra Atlético-MG (3 x 1 para nós, no Mineirão); Vitória (2 x 1 para nós, no Rio); e Avaí (3 x 0 para nós, lá no Sul). Tentado com uma proposta do Red Bull Salzburg, da Áustria, Alan não resistiu aos apelos de Muricy, que lamentou muito a saída do jovem (NR: lamentaria mais ainda nos meses seguintes, quando Fred e Emerson sumiam dos gramados e Washington e Rodriguinho causavam calafrios na torcida tricolor), ainda mais para um time sem expressão alguma no mundo do futebol. Não considero nenhum desses atletas campeão brasileiro de 2010 (pra mim, o Equi González, o Digão, o Cássio, o Willians e o Marquinhos são mais campeões brasileiros do que eles), mas deixo aqui minha menção honrosa aos quatro, especialmente ao Alan, pela contribuição em nosso título.

Fonte: Com Bola e Tudo


Heróis do TRI: Pequenos Heróis

Em toda a campanha do Fluzão tricampeão brasileiro, sete jogadores tiveram pouca ou quase nenhuma participação efetiva. Os motivos são os mais previsíveis: contusões sérias ou opção do técnico. Estes atletas, por ainda estarem à disposição do técnico e treinando no Fluminense (com contrato em vigência) dirariamente e, sobretudo, por terem entrado em campo por cinco minutinhos que fossem, também são campeões brasileiros sim. Podem colocar no currículo. Vejam quem são os nossos guerreirinhos:


Juliano Hauss Belletti, 34 anos, tem um vasto currículo no futebol: campeão mundial pela Seleção Brasileira em 2002 e campeão europeu pelo Barcelona em 2006 - marcou o gol do título -, foi repatriado pelo Fluminense em julho. Lateral-direito de formação, chegou ao clube para disputar vaga no meio-de-campo. Teve atuações bem apagadas e acabou relegado ao banco de reservas, entrando cada vez menos no time na reta final. Jogou nove vezes e não marcou gol.

Willians dos Santos Santana é um meio-de-campo de 22 anos, contratado pelo Fluminense junto ao Palmeiras no início do ano. Seu estilo de jogo parece não ter agradado ao técnico Muricy Ramalho, que só o colocou em campo contra Ceará e Grêmio neste Brasileirão.


Rodrigo Junior Paula da Silva, o Digão, formou uma sólida defesa do Fluminense em 2009. Cria de Xerém, começou o Brasileirão 2010 como titular. Uma contusão grave no pé esquerdo, porém, o afastou do time. Na campanha do título, Digão esteve presente em quatro jogos, o último deles contra o Vitória, no primeiro turno.


O argentino Ezequiel Gonzalez, o Equi Gonzalez, já foi campeão da Libertadores pelo Boca em 2003. Contratado em 2009 pelo Fluminense, estreou marcando gol e prometia fazer uma dupla do barulho com Conca. Não se sabe exatamente por quê, mas Muricy Ramalho nunca foi muito com a cara de Equi. Foram apenas duas partidas pelo Flu no Campeonato Brasileiro. Para piorar, ainda se machucou em treinamento no segundo semestre. No começo de 2011, o jogador se transferiu para a LDU.

Cássio Alessandro de Souza, 24 anos, é zagueiro. Revelado pelo Grêmio, passou por Juventude e RS Futebol antes de se destacar na campanha de acesso do Avaí para a Série A em 2008. No começo do ano passado chegou ao Flu e foi um dos pilares defensivos do time na campanha que nos livrou da queda para a série B. Já em 2010, porém, passou maus bocados com a chegada de Muricy Ramalho e de André Luís, que virou o reserva imediato de Gum e Leandro Euzébio. Cássio fez duas partidas no Brasileirão 2010: contra o Ceará (aliás, foi expulso nesse jogo) e Atlético-PR. Cassio foi dispensado no Início de 2011.


Marcus Vinícius da Cruz Alves Nóbrega, o Marquinhos, se juntou ao elenco do Flu já no returno do Brasileirão, depois de se destacar atuando pelo Duque de Caxias, na Série B. Aos 27 anos, jogou apenas duas vezes na competição. E foram duas derrotas, contra Santos (0 x 3) e Cruzeiro (0 x 1).


Thiago da Rocha Cunha, o Thiaguinho, é volante, mas atua como lateral-direito. Jogou no Cabofriense, CFZ e Boavista, de onde foi comprado pelo Botafogo. Em General Severiano, nunca se firmou como titular e acabou acertando com o Flu em 2010. No Brasileirão 2010, jogou sete vezes, sempre entrando como "tapa-buraco" para substituir Mariano ou algum jogador de meio-de-campo quando Muricy queria segurar o resultado.

Fonte: Com Bola e Tudo


Fotos do Fluminense - Campeão Brasileiro de 2010





Obrigado Pela Atenção Tricolores
Esse ano que se inicia será um ano de muitas alegrias para o nosso Tricolor
Saudações Tricolores



2 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Mt bacana o blog, já estou seguindo.
    Topa parceria?
    Aproveito e convido a seguir também o FuteB.R.O.N.C.A.!

    Fico no aguardo pelo email: blogfutebronca@gmail.com

    Saudações!!!

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